quarta-feira, 15 de maio de 2013

Caminhos pré-colombianos

O povoamento do continente americano foi multiétnico e descontínuo. Há divergência a respeito das rotas migratórias percorridas por diversos grupos étnicos que habitaram estas terras desde o fim da Era Glacial


Há pelo menos 12 mil anos, os primeiros hominídeos chegaram às Américas, caminhando lentamente, em pequenos grupos e por diferentes caminhos. Estas migrações foram multiétnicas e descontínuas. Hoje, já se sabe que os habitantes pré-colombianos deste continente percorreram ao menos quatro levas migratórias: três passando pelo Estreito de Bering (em épocas distintas) com chegada ao Alasca – e, em uma delas – posterior migração para Patagônia e sul do Chile. E pelo menos uma (ainda mais antiga) que teria vindo pelo Oceano Atlântico da Europa, cujo destino foi o sudeste dos Estados Unidos. Mas a trajetória até a aceitação científica das múltiplas origens dos nossos ancestrais foi longa e tortuosa.  
Movimentos migratórios antigos na América
Durante as primeiras décadas do século XX, por exemplo, estudiosos norte-americanos apostaram suas fichas na existência de apenas um modelo preponderante de migração para este continente, que consistia na vinda de grupos de caçadores de animais de grande porte da Sibéria em direção ao Alasca.  Os ancestrais dos atuais esquimós teriam chegado ao continente em três levas – entre 12 e 6 mil anos atrás, durante o último período glacial. A teoria chamada “Clovis First”, no entanto, deixava algumas brechas na pré-História. Dúvidas que só começaram a ser respondidas em 1975, com a análise do fóssil brasileiro Luzia, pelo bioarqueólogo da Universidade de São Paulo, Walter Neves.
O crânio da “paleoíndia” veio à tona pela antropóloga física Marília Alvim, após escavações nos sítio da Lapa Vermelha, em Minas Gerais. E logo se tornou ferramenta fundamental neste processo de mudança de paradigmas acerca das rotas migratórias, já que Luzia possui traço negroide, bem diferente do mongoloide - predominante nos ancestrais da América do Norte -, conforme indicou a pesquisa de Walter Neves. Sua teoria se tornou ainda mais clara após ter sido feita sua reconstituição facial.
Antes destes estudos se concluírem, no entanto, a arqueóloga francesa Annete Laming-Emperaire, responsável pela Missão Francesa no Brasil, já havia confirmado presença humana na mesma região mineira com datações variando entre 11 e 7 mil anos de idade.  E, cem anos antes, o naturalista dinamarquês Peter Lund já havia feito as primeiras descobertas da arqueologia brasileira na região de Lagoa Santa, Minas Gerais, sem saber que contribuiria para alimentar a posterior reviravolta nas diásporas migratórias americanas. Na época de Lund, ou seja, final do século XIX, foram encontrados dezenas de sítios arqueológicos em cavernas da região e centenas de esqueletos, muitos dos quais conduzidos à Europa, especialmente à Dinamarca para serem estudados por especialistas.
Nos últimos anos, outros registros arqueológicos com características semelhantes foram identificados também em Santana do Riacho, Minas Gerais e Caatinga de Moura, Bahia, no Brasil, além de achados nos Estados Unidos, no México, no Chile, na Colômbia e na Argentina.  Walter Neves coletou todas estas informações e publicou o resultado de sua pesquisa, indicando a possibilidade da existências de migrações americanas entre 20 e 25 mil anos atrás.
Outros casos
Na região de Monte Verde, no sul do Chile, escavações e estudos arqueológicos também realizados na década de 1970 indicaram que grupos caçadores-coletores haviam passado por ali há pelo menos 12.500 anos. A informação inviabilizava a teoria clássica migratória via Estreito de Bering para esta região, através do interior do continente americano. Ou seja, os “paleoíndios” daquela região do Chile teriam vindo também do norte do continente, mas via costa do Pacífico sem ultrapassar os limites da cordilheira. Surge, então, mais uma possibilidade migratória: o deslocamento via costa do Pacífico, que explicaria perfeitamente a rápida chegada à América do Sul, especificamente em Monte Verde, justificando ainda outras datações antigas encontradas na Patagônia e sul do Brasil.
Outras descobertas, como de sítios arqueológicos no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, também figuram o quadro de achados antigos do Brasil. Os vestígios de paleoíndios na região datam algo em torno de 50 mil anos atrás. Tais resultados levaram os pesquisadores envolvidos a sugerirem a chegada do homem ao local por meio de migrações via oceano Atlântico, cujos grupos, provenientes da África, teriam vindo em pequenas embarcações, em meio às inúmeras ilhas que afloravam na travessia, em função da oscilação do nível do mar. Esta hipótese migratória ainda encontra resistência no meio científico internacional.
Mas o caminho via oceano Atlântico para outras regiões da América chega a ser cogitado em outros casos, como o dos “paleoíndios” que se assentaram no sudeste dos Estados Unidos, provavelmente entre 25 e 17 mil anos atrás. Desde 1998, os pesquisadores Dennis Stanford e Bruce Bradley, da universidade britânica do Exeter, vem defendendo a vinda de grupos da Europa para a costa leste norte-americana, à bordo de pequenas embarcações. Foram encontrados sítios arqueológicos nos estados de Maryland, Pennsylvania, Virgínia, Florida e Delaware que apresentam vestígios de cultura material semelhante aos encontrados em escavações no Velho Continente.
Sambaquis e tupiguaranis
As migrações sempre foram necessárias entre os grupos de caçadores-coletores.  No Brasil, não poderia ser diferente, os deslocamentos persistiram ao longo do tempo, ganhando força por volta de 6 mil até o início da era cristã, quando grupos interioranos seguiram em direção ao litoral, em razão do aumento da temperatura e da maior disponibilidade de alimentos na costa, dando origem aos conhecidos sambaquis. Pouco se sabe dos percursos escolhidos para estas migrações. Há indícios de contatos com outras populações, especialmente no sul do Brasil, dada a monumentalidade e diversidade dos artefatos encontrados nessa faixa litorânea. As datações mais antigas estão no Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Paraná, entre 7.500 e 6.000 anos.
Coincidentemente, no mesmo período em que os sambaquieiros entravam em colapso, tinha início mais um novo ciclo de migrações, desta vez de grupos horticultores, vindos da Amazônia, detentores de uma organização social mais consistente e uma produção material tecnologicamente mais complexa. Englobados na tradição tupiguarani no último quartel do século XX, não representam uma unidade étnica, social e cultural, tendo sido recentemente denominados na arqueologia brasileira por “grupos portadores de cerâmica tupi-guarani”.
Há pelo menos três grandes propostas para a migração dos grupos tupi-guarani. Uma delas indica a existência de movimentos migratórios advindos da Amazônia Central – ou via rio Amazonas em direção à foz - e de lá teria seguido pelo litoral até São Paulo, compondo o ramo Tupinambá. A segunda indica a origem aos Guarani pelos afluentes dos rios Madeira e Guaporé, se disseminando pela bacia dos rios Paraná e Paraguai no sul do Brasil. A terceira e mais distinta, tem como ponto de dispersão a mesma região amazônica: os grupos Tupi, migrando unicamente pelo Brasil central, atingido o litoral na região sudeste, possivelmente através do Vale do Paranapanema. Neste ponto, uma parte teria seguido o rumo norte e outra, sul, dando origem aos Tupinambá e Guarani.
Se os pontos de partida e chegada dos grupos caçadores-coletores, sambaquieiros e horticultores já estão claramente identificados, seus verdadeiros itinerários ainda são obscuros. Os rastros dos caminhos milenares percorridos por estes povos foram sendo apagados pelo tempo e a pesquisa arqueológica tenta refazê-los pouco a pouco, dia após dia.
Walter Neves em foto do acervo do Laboratório de Estudos evolutivos Humanos (IB/USP)
Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional


domingo, 12 de maio de 2013

Dia das Mães


O dia das mães é comemorado, aqui no Brasil, no segundo domingo de maio.

As mães merecem respeito e carinho de seus filhos

No segundo domingo de maio comemora-se o dia das mães.
A data surgiu em virtude do sofrimento de uma americana que, após perder a mãe, passou por um processo depressivo. As amigas mais próximas de Anna M. Jarvis, para livrá-la de tal sofrimento, fizeram uma homenagem para sua mãe, que havia trabalhado na guerra civil do país. A festa fez tanto sucesso que em 1914, o presidente Thomas Woodrow Wilson oficializou a data, e a comemoração se difundiu pelo mundo afora.
As mães são homenageadas desde os tempos mais antigos. Os povos gregos faziam uma comemoração à mãe dos deuses, Reia. Na Idade Média os trabalhadores que moravam longe de suas famílias ganhavam um dia para visitar suas mães, que os ingleses chamavam de “mothering day”.
Mãe é a mulher que gera e dá à luz um filho, mas também pode ser aquela que cria um ente querido como se fosse sua geradora, dando-lhe carinho e proteção.
As mães merecem respeito e muito amor de seus filhos, pois fazem tudo para agradá-los, sofrem com seus sofrimentos e querem que estes estejam sempre bem.
Com o passar dos anos, o dia das mães aqueceu o comércio de todo o mundo, pois os filhos sempre compram presentes para agradá-las e para agradecer toda forma de carinho e dedicação que recebem ao longo da vida.
Nas diferentes localidades do mundo, a comemoração é feita em dias diferentes. Na Noruega é comemorada no segundo domingo de fevereiro; na África do Sul e Portugal, no primeiro domingo de maio; na Suécia, no quarto domingo de maio; no México é uma data fixa, dia 10 de maio. Na Tailândia, no dia 12 de agosto, em comemoração ao aniversário da rainha Mom Rajawongse Sirikit. Em Israel não existe um dia próprio para as mães, mas sim um dia para a família.
No Brasil, assim como nos Estados Unidos, Japão, Turquia e Itália, a data é comemorada no segundo domingo de maio. Aqui, a data foi instituída pela associação cristã de moços, em maio de 1918, sendo oficializada pelo presidente Getúlio Vargas, no ano de 1932.

Por Jussara de Barros

sábado, 11 de maio de 2013

ILUMINISMO


     Com o desenvolvimento do capitalismo, nos séculos XVII  e XVIII,  a burguesia continuou sua ascensão econômica em importantes países europeus, como Inglaterra e França. Adquirindo crescente consciência de seus interesses, passou a criticar o Antigo Regime e a defender que o Estado não deveria interferir tanto na economia, dando liberdade para a atuação da iniciativa empresarial privada.
     Essa e outras ideias foram produtoras de importantes transformações nas sociedades europeias e, depois, se espalharam por outras regiões do mundo, como a América.

CRÍTICA AO ANTIGO REGIME


     Ao longo dos séculos XVI a  XVIII, o desenvolvimento do comércio e das manufaturas, a exploração das colônias e as transformações no campo favoreceram (em ritmos diversos e em diferentes sociedades) o crescimento dos grupos sociais burgueses. Estes pretendiam livrar-se da interferência dos governos nos seus negócios e passaram a criticar o chamado Antigo Regime e suas práticas mercantilistas.
     Nesse contexto, durante o século XVII, conhecido como Século das Luzes (da razão), desenvolveu-se em alguns centros da Europa o ILUMINISMO - um movimento intelectual que correspondia aos interesses daqueles que desejavam mais liberdade política e econômica. Os pensadores iluministas defendiam, além da não intervenção do Estado na economia, a igualdade jurídica entre homens, a liberdade religiosa e de expressão e outros direitos. Com isso, o Iluminismo abriu caminho para as revoluções que combateram as estruturas do Antigo Regime.

COMBATE AO ANTIGO REGIME


     O pensamento político e econômico dos iluministas correspondia aos anseios gerais da burguesia, pois ambos os grupos se opunham a vários aspetos do Antigo Regime:
  • ao absolutismo monárquico, que protegia a nobreza e mantinha seus privilégios, impedindo o predomínio da burguesia e de seus ideais;
  • ao mercantilismo, baseado na intervenção do Estado na economia que era considerado prejudicial à  livre iniciativa econômica e ao desenvolvimento do capitalismo;
  • ao poder da Igreja, que se baseava em verdades reveladas pela fé, contrariando a autonomia da razão, ou seja a liberdade do indivíduo para elaborar conceitos, normas, ideias e teorias. Segundo o pesamento iluminista, só com autonomia da razão seria possível estimular o avanço da ciência e das técnicas aplicadas aos transportes, às comunicações, à medicina etc.

O QUE O ILUMINISMO DEFENDIA


     No século XVIII, o liberalismo - conjunto de ideias que defendiam a liberdade individual dentro da sociedade, nos campos da política, da religião, da economia etc. - difundiu-se, principalmente, na França e na Inglaterra, e foi uma das características do movimento intelectual conhecido como Iluminiamo , Ilustração ou Filosofia das Luzes.
     O termo Iluminismo refere-se à razão (luz), a capacidade humana de conhecer, compreender e jugar.         
   Apesar das diferentes e até das contradições entre pensadores iluministas, eles tinham como princípio básico confiar na razão como instrumento capaz de promover a crítica das questões que envolviam a sociedade e a natureza.
     De modo geral, esses pensadores defendiam a liberdade de expressão, a educação do povo, a igualdade jurídica, a divisão de poderes dentro do Estado e governos representativos. Acreditavam que esses elementos eram essenciais para a edificação de uma sociedade  mais justa e para a felicidade do ser humano.
     Libertar o homem de certas "algemas" que o prendiam parecia ser o objetivo de muitos pensadores iluministas. Eles consideravam como algemas elementos como: o tradicionalismo religioso medieval; as práticas supersticiosas e o poder da magia; a divisão social dos homens baseada numa hierarquia de estratos estabelecida pelo nascimento etc.
Veremos, a seguir, como essas ideias estão presentes na filosofia d alguns dos principais autores iluministas.



John Locke 
John Locke é Considerado o “pai do Iluminismo”. Sua principal obra foi “Ensaio sobre o entendimento humano”, aonde Locke defende a razão afirmando que a nossa mente é como uma tábula rasa sem nenhuma idéia. 

Defendeu a liberdade dos cidadãos e Condenou o absolutismo.

Voltaire 
François Marie Arouet Voltaire destacou-se pelas críticas feitas ao clero católico, à inflexibilidade religiosa e à prepotência dos poderosos.

Montesquieu 
Charles de Secondat Montesquieu em sua obra “O espírito das leis” defendeu a tripartição de poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário.

No entanto, Montesquieu não era a favor de um governo burguês. Sua simpatia política inclinava-se para uma monarquia moderada.

Rousseau

Jean-Jacques Rousseau é autor da obra “O contrato social”, na qual afirma que o soberano deveria dirigir o Estado conforme a vontade do povo. Apenas um Estado com bases democráticas teria condições de oferecer igualdade jurídica a todos os cidadãos.
Rousseau destacou-se também como defensor da pequena burguesia.

Quesnay 
François Quesnay foi o representante oficial da fisiocracia. Os fisiocratas pregavam um capitalismo agrário sem a interferência do Estado.

Adam Smith 
Adam Smith foi o principal representante de um conjunto de idéias denominado liberalismo econômico, o qual é composto pelo seguinte:
- o Estado é legitimamente poderoso se for rico;
- para enriquecer, o Estado necessita expandir as atividades econômicas capitalistas;
- para expandir as atividades capitalistas, o Estado deve dar liberdade econômica e política para os grupos particulares.
A principal obra de Smith foi “A riqueza das nações”, na qual ele defende que a economia deveria ser conduzida pelo livre jogo da oferta e da procura.


Segui dica de filme para melhor compreensão do assunto:


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Como e por que os homens trabalham


Ensinar como eram as relações sociais em diversas épocas ajuda a entender em quais aspectos a concepção de trabalho mudou

O trabalho contemporâneo é marcado por direitos
 garantidos aos empregados, como segurança,
 carga horária e registro em carteira

     Acordar cedo, tomar café da manhã e sair apressado para trabalhar. Provavelmente, essa cena faz parte do cotidiano de familiares de grande parte dos estudantes. 

     Será que a garotada imagina que a dinâmica do trabalho nem sempre funcionou da forma como conhecemos e vivenciamos nos dias de hoje? Essa é uma reflexão importante para ser proposta nas aulas de História. Para fazer isso, é possível aproveitar conteúdos considerados clássicos da disciplina que fazem parte do currículo de 6º e 7º anos: Roma e Grécia antiga e Idade Medieval. 

    "Estudar com a turma as sociedades desses períodos sob a perspectiva do trabalho é interessante porque ajuda os alunos a conhecer esse aspecto e a relação dele com as transformações que ocorreram - e ainda ocorrem - na sociedade ao longo da História", diz Juliano Custódio Sobrinho, selecionador do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10. 

     Para uma base sólida e uma exploração crítica, o professor precisa auxiliar os jovens a comparar o ontem e o hoje. Dessa maneira, eles vão poder relacionar os conteúdos estudados e a realidade em que vivem e fazer conjecturas. 

     Inicialmente, para apresentar o tema que será foco das aulas, é fundamental falar, ainda que brevemente, sobre as origens do Dia Internacional do Trabalho, (1º de maio) e seu significado social e histórico (veja o quadro abaixo). Em seguida, proponha aos estudantes, como objetivo final do estudo, a elaboração de um quadro comparativo entre as relações trabalhistas nos dias atuais, na Antiguidade e na Idade Média. 

    Esclareça que, para conhecer o contexto atual, eles devem ir a campo e entrevistar pessoas conhecidas (como familiares, amigos e funcionários da escola). A organização da lista de perguntas deve ser coletiva e você, professor, tem de supervisionar a seleção e fazer os ajustes necessários. Não podem faltar questões como "você trabalha quantas vezes por semana?", "tem mais de um emprego? Por quê?", "recebe algum tipo de bonificação?", "tem direito a férias remuneradas?" e "é registrado em carteira ou autônomo?". Outras perguntas, sobre valor salarial, por exemplo, não são interessantes para esse tipo de exploração. 

     Feitas as entrevistas, é hora de socializar as respostas e o grupo, ainda reunido, deve identificar características que marcam o mundo trabalhista atual. É possível, dentre outros cenários, que as pessoas entrevistadas ganhem salário, trabalhem em mais de um emprego e realizem uma jornada definida, com direito a receber benefícios e bonificações (essas últimas, de acordo com o cumprimento de metas estabelecidas previamente e comunicadas pelo empregador). 

     Antes de mergulhar com a turma nas sociedades do passado, pergunte por que as pessoas, hoje em dia, trabalham durante quase toda a vida. É provável que as respostas tenham a ver com a necessidade de ganhar dinheiro para arcar com as necessidades da família (comprar comida, roupas e remédios e viver em boas condições). Esse é um momento importante para contar que a subsistência sempre foi um dos principais motivos pelo qual os homens trabalham. Mas a relação entre empregadores e trabalhadores já sofreu grandes mudanças, bem como a forma da atividade: antes, escrava ou devida a alguma obrigação para com o patrão, e agora, livre. "Fazer um resgate histórico sobre essa atividade em vários aspectos (social e econômico, por exemplo) ajuda a entender por que as relações trabalhistas ganharam a configuração atual e se tornaram cada vez mais dinâmicas", afirma Sobrinho.

O Dia do Trabalho
Em 1º de maio de 1886, norte-americanos saíram às ruas de Chicago por melhores condições de trabalho. Eles reivindicavam a redução da jornada de 13 para oito horas, salários mais altos, descanso semanal remunerado e férias anuais. No mesmo dia, aconteceu uma greve geral no país. Os conflitos entre os manifestantes e a polícia se intensificaram: oito operários morreram e vários foram presos. Alguns, acusados de liderar as manifestações, foram julgados e sentenciados à morte. Três anos depois, a data foi oficializada internacionalmente como o dia que representa as conquistas dos direitos dos trabalhadores. No Brasil, é comemorada desde 1925.

terça-feira, 23 de abril de 2013

A diversidade da Feira de Caruaru é a cara do Brasil


Feira encanta com pratos típicos, artesanatos e setor chamado troca-troca


Artesanato na Feira de Caruaru. (Foto: Neylma Melo)
Quem deseja conhecer o coração do nordeste brasileiro não pode deixar de passear por aquela que é considerada a maior feira a céu aberto do mundo. Localizada na pequena e pacata cidade de Caruaru, a Feira de Caruaru ficou muito famosa por sua extensão e variedades de produtos. A feira possui aproximadamente dois quilômetros de extensão que percorrem as ruas da receptiva Caruaru. Neste percurso o publico tem a oportunidade de conhecer vários aspectos da cultura nordestina, se deparar com as mais diversas cores, texturas, cheiros e sabores, além da alegria acalorada que só o povo nordestino sabe proporcionar.
A história da cidade se confunde em varias etapas com a história da feira. Existe uma certa dúvida quanto ao surgimento da cidade. Há quem acredite que a cidade só pode existir graças ao surgimento da feira. Duzentos anos atrás, um grupo de colonos se reuniam em uma pequena capela fundada em uma fazenda utilizada como retiro de vaqueiros rumos ao litoral. Acredita-se que após as missas realizadas nessa pequena capela, denomina Capela da Nossa Senhora da Conceição, os camponeses vizinhos aproveitavam a situação para comercializar produtos entre si. Curiosamente nesta época o escambo era o sistema de troca mais utilizado. A facilidade era tamanha que aos poucos a feira foi ganhando proporções gigantescas, ao mesmo tempo em que a cidade foi se formando em seu entorno.
A Feira de Caruaru conta com diversos setores e é quase impossível sair dela de mãos abanando. Os produtos mais procurados pelos turistas são os artesanatos que retratam a cultura, a vida e os costumes do povo nordestino. No entanto podemos encontrar na feira setores que vendem frutas, verduras e legumes, outros que se dedicam apenas a ervas medicinais, além dos especializados em carnes e embutidos. Mas não é só de comida que a feira é feita, nela podemos encontrar diversos utensílios de cozinha e adereços para enfeitar o dia a dia.
Utensílios de cozinha e brinquedos artesanais podem ser encontrados na feira. (Foto: Neylma Melo)

Curiosidades


Existe um setor na feira de Caruaru denominado Troca-Troca. Nele não se usa dinheiro, tudo é na base da troca. De bicicletas a artigos eletrônicos, os comerciantes buscam sempre a melhor negociação.

A Feira de Caruaru se torna um ambiente mágico quando os sanfoneiros, violeiros e cantadores tomam o lugar dos pássaros e começam suas sinfonias que juntas caracterizam um ambiente único, ambiente perfeito que embala de forma muito harmoniosa os cordéis que anunciam as aventuras dos heróicos cangaceiros.
Não encontramos outro lugar na face da terra que possua mais a cara do Brasil do que a Feira de Caruaru. É por conta dela que muitos artistas nasceram e fizeram fama internacional, como conta a musica composta por Onildo Almeida e eternizada por Luiz Gonzaga:

Caruaru conta com uma excelente rede hoteleira que atende os diversos tipos de publico, consulte o seu agente de viagem e prepare-se para uma viagem inesquecível.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Buchas de Canhão

Abro espaço para o comentário de Rachel Sheherazade

Assista ao comentário:http://www.sbt.com.br/sbtvideos/media/ff3694874a4d269e34fca1b1aea0ca61/Veja-o-comentario-de-Rachel-Sheherazade-sobre-a-policia-americana.html


Hoje, vou falar sobre as polícias e o poder. 

Em pronunciamento, na ocasião da captura do suspeito de terrorismo em Boston, o presidente Barack Obama foi enfático: “a nação tem uma divida de gratidão com os policiais”. 

O chefe do departamento de polícia americana agradeceu, publicamente, a todos os agentes que trabalharam no caso. 

Os cidadãos americanos também aplaudiram a ação policial. 

O apoio e a confiança na polícia são naturais nos Estados Unidos. Os americanos sabem que ela é o braço de segurança do Estado. O Estado sabe que precisa ser solidário à polícia nas derrotas e vitórias. 

Enquanto isso, no Brasil, policiais militares são condenados à pena de prisão por terem cumprido ordens superiores numa incontornável rebelião de presos. 

O comandante da operação foi inocentado. O secretário da Segurança Pública saiu ileso e o governador do Estado tirou o seu da reta. 

Como esperado: sobrou para os “buchas de canhão”.

Por: Rachel Sheherazade

terça-feira, 16 de abril de 2013

TER x SER

RÓTULOS HUMANOS


Rótulos são essenciais para denominar os remédios. Já pensou tomar um medicamento para soltar o intestino, quando ele já está serelepe? Ou confundir a pílula anticoncepcional com um comprimido contra enxaqueca? Sem esses rótulos, teríamos caos e perigo.
Etiquetas são perfeitas para organizar papelada, pastas, contas a pagar e a receber. Também ajudam na governança da cozinha. Evitam confundir açúcar com sal, farinha de trigo com a de mandioca. Pimenta de cheiro com a malagueta. Quiabo com o diabo.
Daí, rotular e etiquetar são excelentes invenções. O prejuízo começa quando estendemos a prática do carimbo para as pessoas. Pois nomear de forma taxativa só serve para limitar, culpar, discriminar. Apesar de ser um carimbo sem tinta, faz um borrão danado.
José gosta de se vestir com roupas de mulher. Portanto, ganhará o rótulo de travesti. Mas José tem várias outras dimensões. Ele pode cantar bem, ser um exímio ciclista, um sujeito solidário como poucos. No entanto a etiqueta travesti se sobreporá a tudo mais que José seja.
Maria teve paralisia infantil. Hoje, aos 60 anos, segue mancando e se locomove com duas muletas. Ela ganhou a etiqueta de deficiente. Ao lado disso, ela é uma competente advogada. Andou trabalhando na ONU, em Nova York. Mas o rótulo deficiente se sobrepõe a tudo o que Maria faz.
Assim acontece na escola, no trabalho, na vida. O colega recebe a pecha de chato, mesmo que além disso seja gentil e criativo. A aluna é reduzida pelo apelido de periguete, quando ela também é estudiosa e curiosa.
Fulano é autista, sicrana fala errado, beltrano é fanho. Sem ser remédio, pote de ervilha, pasta de papel, eles vão carregar sobre seus ombros rótulos redutores. Viram peixinhos em um aquário mínimo, expostos à maldade pública.
Então vamos parar com isso! Qualquer pessoa é muito mais do que sua condição física ou mental, sua orientação sexual, seu bom ou mau português. Como escreveu e cantou Caetano Veloso: "Gente é prá brilhar." E podemos agregar: Testa de gente não foi criada para levar carimbo.
 Por Fernanda Pompeu 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

RESGATE HISTÓRICO E MANUTENÇÃO D MEMÓRIA SOBRE A DITADURA BRASILEIRA

 Ditadura no Brasil

"O filme aborda a tortura durante o período de ditadura no Brasil, mostrando como suas vítimas sobreviveram e como encaram aqueles anos de violência duas décadas depois. "Que Bom Te Ver Viva" mistura os delírios e fantasias de uma personagem anônima, interpretada pela atriz Irene Ravache, alinhavado os depoimentos de oito ex-presas políticas brasileiras que viveram situações de tortura. Mais do que descrever e enumerar sevícias, o filme mostra o preço que essas mulheres pagaram, e ainda pagam, por terem sobrevivido lúcidas à experiência de tortura. Para diferenciar a ficção do documentário, Lúcia Murat optou por gravar os depoimentos das ex-presas políticas em vídeo, como o enquadramento semelhante ao de retrato 3x4; filmar seu cotidiano à luz natural, representando assim a vida aparente; e usar a luz teatral, para enfocar o que está atrás da fotografia - o discurso inconsciente do monólogo da personagem de Irene Ravache".  

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Seul pede diálogo a Pyongyang para solucionar fechamento de complexo


     O ministro da Unificação da Coreia do Sul, Ryoo Kihl-jae, fez nesta quinta-feira um chamado à Coreia do Norte para restabelecer o diálogo, visando a retomada das operações do complexo industrial conjunto de Kaesong, fechado há três dias por decisão de Pyongyang.
   "Pyongyang deve comparecer à mesa de negociações imediatamente", afirmou em entrevista coletiva o principal funcionário da pasta encarregada das relações com a Coreia do Norte, após expor que "as duas Coreias têm de debater formas de normalizar o parque industrial através do diálogo".
      Ryoo argumentou que a suspensão das atividades do complexo não ajuda o futuro do povo coreano e está causando grandes prejuízos tanto às empresas da Coreia do Sul quanto aos operários da Coreia do Norte que trabalham nesse parque industrial situado em território norte-coreano perto da fronteira.
     Horas antes da entrevista do ministro sul-coreano, a Coreia do Norte publicou através de sua agência estatal um comunicado no qual atribuiu ao país vizinho a responsabilidade pelo fechamento do complexo, que ameaçou tornar definitivo.
   Na terça-feira passada, Pyongyang retirou unilateralmente seus trabalhadores de Kaesong, cumprindo assim a ameaça feita um dia antes.
Situado no sudeste da Coreia do Norte, a poucos quilômetros da zona desmilitarizada que separa as duas Coreias, o complexo industrial de Kaesong, único projeto intercoreano vigente, abriga 123 companhias da Coreia do Sul que fabricam vários produtos com a mão de obra de 54 mil norte-coreanos.

TENSÃO

       O representante diplomático do regime comunista da Coreia do Norte, Alejandro Cao de Benós, disse ontem que as bases do país estão "prontas para disparar". "Podemos derrubar qualquer alvo, pusemos em órbita três satélites e capacidade tecnológica não falta", afirmou.
       Cao de Benós --de origem espanhola e único cidadão estrangeiro a quem foi concedida a cidadania norte-coreana, já que decidiu combater por Pyongyang--, deu essas declarações ao jornal italiano "Oggi".
      O espanhol, que adotou o nome Alejandro-Zu, ameaça: "quando o sinal for dado abateremos todos os aviões B2 e B52 e arrasaremos as bases americanas de Guam, do Havaí e do Missouri".

Guardas sul-coreanos durante ato no Museu da Guerra, em Seul

     "As consequências serão terríveis: o planeta inteiro será contaminado e Seul afundará no mar. A bomba é nossa segurança na vida. Se for necessário, não hesitaremos em usá-la", assevera.
    O representante é membro do Partido do Trabalho e do Exército Popular, além de delegado especial do comitê governamental da Coreia do Norte para relações culturais com os países estrangeiros.
    Benós diz não ser o único que combate a favor de Kim Jong-un, a Brigada Internacional que está organizando já conta com 200 adesões desde 11 de março, poucos dias após a Coreia do Norte anunciar o fim do acordo de armistício e a promessa de não agressão vigente desde 1953.
    Nas últimas semanas, a tensão aumentou até o ponto que Pyongyang se declarou em estado de guerra contra o sul, ameaçando com a "guerra total" contra seus vizinhos e os Estados Unidos.

"LINHA PERIGOSA"

     O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, disse ontem que a Coreia do Norte está chegando perto de uma "linha perigosa" com as ameaças quase diárias contra os EUA e a Coreia do Sul.
    "A Coreia do Norte está, com sua retórica belicosa, sua ação... chegando muito perto de uma linha perigosa", disse Hagel em entrevista coletiva no Pentágono para discutir o orçamento do departamento em 2014.
     "Suas ações e palavras não ajudam a acalmar uma situação inflamável."
Perguntado se os cidadãos norte-americanos devem ficar preocupados com as ameaças, Hagel disse que os Estados Unidos têm capacidade de defender seus cidadãos e de seus aliados de qualquer ação que a Coreia do Norte possa tomar.


Fonte: Folha de S. Paulo


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Documentos de Margaret Thatcher revelam divergências sobre Malvinas

Anotações pessoais da ex-primeira ministra mostram as diferenças dentro do partido conservador sobre como reagir ao ataque argentino em 82

     Documentos particulares da ex-primeira ministra do Reino Unido, Margaret Thatcher, divulgados nesta quinta-feira revelam as divergências que surgiram no partido conservador britânico após a incursão argentina nas ilhas Malvinas em 1982. Uma série de notas preparadas por Thatcher durante os dias posteriores à ocupação mostra como os "tories", que em público mostraram uma imagem de unidade, discutiram entre eles qual era o melhor caminho a seguir.

Thatcher ao lado do ex-presidente americano Ronald Reagan em 1982 Foto: AP

O Arquivo Margaret Thatcher decidiu publicar hoje manuscritos e fichários que conserva sobre um ano-chave na carreira política da Dama de Ferro. Neles é possível perceber como o então jovem secretário de Estado, Ken Clarke, defendia "explodir alguns navios, mas nada mais", enquanto o deputado Peter Mills advertia que os constituintes não aceitariam respostas mornas: "querem sangue", disse.
Além de Clarke, outros cinco parlamentares conservadores advertiam à primeira-ministra nesse mesmo sentido e se mostravam partidários de "manter a calma". Uma nota similar descreve no dia seguinte a posição do "tory" Stephen Dorrel: "só daremos apoio à frota como uma tática de negociação. Se não negociam, deveríamos nos retirar". Em outra anotação da então primeira-ministra, se lê sobre o deputado Keith Stainton: "tem intenção de atacar o governo. Sua mulher tem grandes interesses nas Malvinas".
O conflito bélico pela soberania das Malvinas começou no dia 2 de abril de 1982, quando o então general Leopoldo Galtieri, presidente da Junta Militar argentina, ordenou a ocupação das ilhas, reivindicadas por Buenos Aires desde 1833. No dia seguinte, o Reino Unido começou a enviar seus militares ao arquipélago até reunir 27 mil soldados, que no dia 1º de maio iniciaram os combates. A guerra, que causou a morte de 649 militares argentinos, 255 britânicos e três ilhéus, terminou no dia 14 de junho de 1982 com a rendição argentina.
Os papéis de Thatcher refletem o "caos" no qual mergulhou o partido no governo britânico após a incursão argentina, segundo descreveu Chris Collins, historiador do Arquivo Margaret Thatcher. "Durante os primeiros dias do conflito houve uma grande confusão e dúvidas sobre como comportar-se, embora, certamente, o partido devia mostrar-se unido na medida do possível", apontou Collins.
O historiador britânico Charles Moore, biógrafo autorizado de Thatcher, assinalou que esses escritos privados são "um recurso fantástico para todos aqueles interessados em sua carreira como primeira-ministra e na história política recente do país".
Fonte: Terra

Esporte e Sociedade



Acaba de ser publicado o número 21 da revista "Esporte e Sociedade", publicação semestral da Universidade Federal Fluminense (UFF) que tem como objetivo "contribuir para o avaço dos estudos sobre esporte a partir do diálogo com as ciências sociais e humanas. Organizada pelos historiadores Bernardo Buarque de Hollanda e Marcos Alvito, o novo número da "Esporte e Sociedade" traz oito artigos e uma entrevista com Josẽ Sebastião Witter, Professor Emérito da USP. Entre os artigos, é possível encontrar o trabalho de Isabella Trindade Menezes sobre as "identidades botafoguenses", de Elcio Guilherme Burlamaqui Soares Porto Rocha sobre a memória do trauma de 1950 no testemunho do goleiro Barbosa, e muitos outros sobre futebol. Para conferir na íntegra a revista, clique aqui.

Fonte:Café História

terça-feira, 9 de abril de 2013


A Quarta Tela: do cinema ao smartphone



O vídeo acima, A Quarta Tela,, foi indicação via Facebook da colega e amiga Egui Branco, educadora de Curitiba, PR, Brasil. 
Trata-se de propaganda de empresa fabricante de telefones celulares que "explora a idéia de que o celular é a quarta tela criada na história moderna. A primeira foi a tela de cinema, a segunda a da TV, a terceira a do computador e a quarta, a tela do celular!". 
Eu acharia um espaço para a tela do videogame, que mudou o comportamento de uma geração e influencia consideravelmente a atual, portanto, o celular seria a Quinta Tela, e que congregaria num só equipamento todas as demais telas já existentes, pois o smartphone permite em seu pequeno visor assistir TV, vídeos e filmes de cinema, acessar a internet e fazer funções de computador... 
Evidente que o videogame atual nem se compara aos primeiros consoles, tipo Telejogo(vide abaixo desta postagem), da década de 1970 (comercializado no Brasil em 1977), em tela monocromática, com uma bolinha e duas barras e movimentos limitados, e que os atuais, que usam sensores de movimento precisam de uma tela de TV para sua projeção, mas se for assim, o próprio computador precisa de um monitor (seja exclusivo ou de TV, assim como os videogames), por este motivo, penso que o moderno celular seja a Quinta geração de Telas, mas não importa quantas são. O importante é a mensagem que o vídeo traz sobre a transformação de uma experiência inicial de cinema e TV com o público como mero receptor, depois com advento dos games, uma interação inicial usuário e maquinário, que se consolida com o computador aliada à internet, e que se multiplica e se torna uma experiência universal, via redes sociais, usando o smartphone, que nada tem a ver com o protótipo do fone celular, criado há 40 anos, que era grande, pesado, com raio de atuação limitado, com apenas um visor para mostrar a numeração do fone chamado ou recebido. Apesar de todos esses avanços das telas, e pensado no contexto escolar, do cinema até o moderno celular, todas estas telas tem sido usadas mais com sentido recreativo do que pedagógico, salvo as exceções, que conseguem promover o diálogo entre arte e educação. 
O vídeo abaixo mostra o TeleJogo, o avô dos modernos videogames: 



Fora da linha


Criada em 1854 pelo Barão de Mauá, primeira ferrovia do Brasil quase desapareceu



   Caminhando pelo distrito de Piabetá, em Magé, na Baixada Fluminense, ela pode passar despercebida, mas sua importância não é pequena. Soterrada por asfalto, canteiros e ocupações irregulares, jaz a primeira ferrovia construída no Brasil, a Estrada de Ferro Barão de Mauá.     Tombada pelo patrimônio histórico, a linha de 14 quilômetros, que vai de Guia de Pacobaíba a Raiz da Serra, está em grande parte tão danificada que já desapareceu.
   Para reativar a linha, foi formado um grupo de trabalho que deve contratar nos próximos meses um levantamento completo do estado atual do patrimônio. Mas os desafios são muitos, conforme explica Antonio Pastori, representante da Associação Fluminense de Preservação Ferroviária (AFPF) no grupo. “Magé tem dívidas com a União e o Iphan não tem verba para bancar o projeto”, comenta.
   As soluções estudadas envolvem a inclusão do projeto na Lei Rouanet, de incentivo à cultura, e a criação de uma parceria público-privada com algum investidor. “Mas a lei está passando por uma revisão e, enquanto isso não se resolve, não podemos fazer nada com ela”, lamenta Pastori.
   Cristina Lodi, superintendente do Iphan-RJ, ressalta que os custos são altos e a restauração, incerta. “Vamos contratar um estudo para saber exatamente o estado do patrimônio. Tudo vai depender do que a gente encontrar”, diz a dirigente, que vê na remoção de famílias o maior desafio.
   No entanto, Cristina acredita que o primeiro passo já foi dado, a criação do grupo de trabalho. “Sem esse esforço de várias entidades, não iríamos conseguir nada”, afirma. Participam das reuniões o Iphan-RJ, o Iphan nacional, diversos secretários municipais de Magé, a AFPF e o governo do estado. Uma vez iniciado, a previsão é de que o levantamento do patrimônio leve 14 meses.
   Segundo Carlos Gabriel Guimarães, professor de história da UFF, a ferrovia representa a riqueza histórica da Baixada Fluminense e a economia movimentada do Brasil no século XIX. Criada em 1854, a linha escoava a produção de café do Vale do Paraíba ao porto do Rio de Janeiro, com uma conexão por navio entre Magé e a capital. No entanto, com a concorrência da Estrada de Ferro D. Pedro II, que ligou Barra do Piraí ao porto em 1864, a linha logo entrou em decadência.
   Guimarães defende a recuperação do patrimônio. “A linha deveria ser modernizada. Sem dúvida, ela é importante para a memória do país. Não só a ferroviária, mas também o que foi o século XIX. O Brasil foi um império importante, teve seu papel no cenário mundial”, conclui.
Fonte: Revista de História do Brasil, por Mauro de Bias

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

'Guerra não é a solução' para a Síria, diz Ahmadinejad

'Guerra não é a solução' para a Síria

    O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, afirmou nesta segunda-feira em entrevista que a guerra "não é a solução" na Síria, pedindo que Damasco e a oposição cheguem a um acordo nacional.
"Guerra não é a solução. O governo que governa pela guerra terá uma tarefa muito difícil e aqueles que chegarem ao poder (pela guerra) terão igualmente uma tarefa dificílima", disse Ahmadinejad, referindo-se ao regime e à oposição, em entrevista concedida à rede de televisão árabe Al-Mayadeen, com sede em Beirute.
    "Não pode haver uma guerra religiosa na Síria", país de maioria sunita dirigido por um clã alauíta, afirmou, acrescentando que "é preciso tentar obter um entendimento nacional".
Perguntado se o presidente Bashar al-Assad faz parte da solução ou se deve deixar o poder, Ahmadinejad respondeu: "Acredito que cabe ao povo sírio determinar quem fica e quem parte".
    O presidente do principal aliado regional de Damasco se defendeu de qualquer ingerência. "Nós não vamos interferir. É o povo sírio que deve escolher por meio de eleições. Como organizar eleições livres? É preciso que a segurança impere e, se não houver consenso nacional, não haverá segurança", reforçou Ahmadinejad ao Al-Mayadeen, canal conhecido por posições pró-Irã e Síria.
    Comentando o ataque aéreo efetuado por Israel em 30 de janeiro contra instalações militares nas proximidades de Damasco, Ahmadinejad considerou que o ato é uma "prova de fraqueza" do estado hebreu, mas reconheceu a incapacidade da Síria de dar uma resposta ao ataque.
    "Gostaríamos que as circunstâncias fossem diferentes na Síria, pois assim ela poderia se defender", afirmou.
   Na segunda-feira, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Said Jalili, havia alertado Israel, afirmando que a "entidade sionista se arrependerá da agressão contra a Síria", sem dar mais detalhes.
   O ministro israelense da defesa, Ehud Barak, confirmou implicitamente neste domingo o ataque, reafirmando que Israel não permitirá que armas sejam transferidas da Síria para o Hezbollah xiita libanês, aliado de Damasco e inimigo declarado de Israel.

Fidel Castro faz aparição surpresa em Cuba

Visita de Castro ao local de votação foi evento principal nas eleições parlamentares 

 

 

HAVANA - O líder revolucionário cubano Fidel Castro fez uma aparição surpresa no domingo (3) em Havana para votar nas eleições parlamentares, expressando confiança na revolução, apesar de um embargo comercial de décadas dos EUA.

A visita de Castro ao local de votação no bairro El Vedado, de Havana, foi o evento principal nas eleições de domingo, durante o qual os cubanos escolheram 612 deputados da Assembleia Nacional, bem como deputados de legislaturas locais.

"Eu estou convencido que os cubanos são realmente um povo revolucionário", afirmou Castro, de 86 anos, a jornalistas, que o rodeavam, no posto de votação. "Eu não tenho que provar isso. A História já provou isso e 50 anos de bloqueio dos EUA não conseguiram e não conseguirão nos derrotar."

Os EUA impuseram um embargo comercial, econômico e financeiro contra Cuba em outubro de 1960 depois que o governo revolucionário de Fidel nacionalizou as propriedades de cidadãos americanos e corporações. Ele foi ampliado para se tornar um embargo quase total em 1962, depois que a aliança de Cuba com o bloco soviético se tornou aparente.

As imagens divulgadas na televisão cubana, bem como fotos do jornal Juventud Rebelde, mostraram Castro ligeiramente curvado com uma bengala em animada conversa com os eleitores no posto de votação. Ele usava uma camisa escura e uma jaqueta.

Em seus comentários, o líder revolucionário também elogiou a criação da Comunidade da América Latina e Estado Caribenhos (Celac), cuja presidência foi assumida formalmente por Cuba na semana passada em uma cúpula em Santiago, no Chile.

Fidel Castro não era visto em público desde 21 de outubro, quando acompanhou Elías Jaua, o atual ministro venezuelano de Relações Exteriores ao Hotel Nacional. Suas longas ausências da vista do público alimentaram rumores de que sua saúde se agravou, que ele estava morto, ou em seu leito de morte - particularmente porque Castro não publica um de seus editoriais normalmente frequentes nos meios de comunicação oficiais do Estado desde 19 de junho.